segunda-feira, 13 de maio de 2013

Capitulo II - Apunhalada nas costas



Capitulo II - Apunhalada nas costas
                                                                                                                      
Na Lua de Mel, Sophia engravidou. Passado 9 meses deu à luz a um menino que foi chamado de Matt Livorini. Era a única alegria da Sophia naquele inverno gelado. Francisco IV estava orgulhoso de ter um herdeiro para seu trono. Matt recebeu uma educação rigorosa desde a nascença, mas nunca soube do significado de não ter amor, pois sua mãe o amava acima de tudo.
Os anos passaram e Matt já completava os seus 3 anos de idade enquanto seu pai estava numa viajem à corte portuguesa. Nesse Verão de 1616 para espanto de Sophia enquanto passeava pelo jardim do palácio encontrou Arthur, que se tinha demitido logo após o casamento de Sophia. Os dois conversaram durante um bom bocado e de uma simples conversa acabaram acordando na cama de Sophia. Quando ela se apercebeu do que se tinha realmente passado logo expulsou o moço do seu quarto e voltou à realidade, não se falaram durante semanas, mas sempre que Sophia ia ao jardim, os dois trocavam olhares.
Em Janeiro do ano seguinte seu marido voltou e para seu espanto se deparou com a barriga de gravida de Sophia. Ela estava grávida e era do Arthur, mas disse para Francisco IV que o bebé era do mesmo sangue que ele, fazia sentido pois fazia menos de 8 meses que ele teria partido. Se Francisco IV soubesse que o bebé não lhe pertencia, provavelmente mataria os dois, por isso os anos passaram e ela mantéu esse segredo de todos exceto de sua melhor amiga, Emily, filha do antigo tutor de Francisco IV , Joseph.
Nove meses se passaram e eu nasci. Toda a corte ficou espantada com minha beleza desde a nascença, tinha olhos grandes e azuis assim como os de minha mãe e cachos dourados.
Eu e meu irmão Matt tivemos uma infância feliz, minha melhor amiga era Alicia. Eu, ela e Matt passávamos os dias brincando no jardim do palácio, ou sendo educados por um tutor. Alicia vinha de uma família nobre, amiga de meu pai Francisco IV.
Passaram-se 17 anos, e eu tinha aprendido a ser uma verdadeira Dama, era desejada por todos os homens da corte por minha inconfundível beleza. Meu querido irmão Matt que completou 20 anos se casou com Alicia, minha melhor amiga. Foram viver num palácio numa pequena província da Itália.
 Meu verdadeiro pai, Arthur o jardineiro, não fazia ideia de que era sua filha, ele continuava a trabalhar no palácio e não via Sophia desde que eu tinha nascido, sendo que esta queria manter distância dele.
Já estava na época em que eu teria de casar, mas minha mãe Sophia não queria isso para mim, não queria que acabasse como si mesma, casada com um homem que não ama, por isso vai aconselhar-se com sua melhor amiga, Emily, que lhe diz que eu me deveria casar com seu primo Michael. Em pouco tempo se envolvem numa discussão e ficam uma semana sem se falar. Emily com raiva da sua amiga conta para Francisco IV que não é o meu verdadeiro pai.
Francisco IV, raivoso do que se tinha passado vai em busca de Arthur e assassina-o com um punhal no seu coração, deixando o corpo dele na cama de Sophia. Ela, ao descobrir do que se tinha passado corre para o quarto e vê… seu amado Arthur em uma enorme mancha de sangue sobre sua cama, Sophia fica horrorizada e de tamanha tristeza tira o punhal que estava no coração do seu amado e enfia-o no seu próprio coração sem pensar em mais nada.
Francisco IV não esperava que minha mãe reagisse dessa forma, e inconformado, me culpa por tudo e expulsa-me da Itália mandando-me para a Inglaterra.
Tinha herdado de minha mãe os olhos azuis e cabelo tão loiro quão dourado. Era vista como uma das mulheres mais bonitas e desejadas da corte, não só por minha beleza exótica, mas sim pela riqueza que futuramente me seria herdada. Mas nesse ano, de 1634 tudo mudou após descobrir que Francisco IV não era meu pai biológico mas sim o jardineiro do palácio que tinha sido assassinado. E logo depois minha mãe se suicidou por não conseguir lidar com a perda de Arthur.
Não queria acreditar no que se estava a passar até Francisco IV me banir para sempre da Itália, a partir daí, os jovens pretendentes nunca mais tiveram algum interesse em mim, era alvo de chacota por toda a Itália.
Eu não queria ir para a Inglaterra e fiz de tudo para não ir , por isso decidi visitar meu irmão Matt e minha melhor amiga Alicia a uma pequena província chamada Mantuâ, em que eles viviam.
Fui alegremente recebida por meu irmão e melhor amiga que ainda não estavam a par do que tinha acontecido. Depois de contar sobre a trágica história, Matt ficou em choque sobre a morte de nossa mãe, e disse que me acolheria e que não seria necessário ir para a Inglaterra. Abracei meu irmão querido que logo me arrumou um quarto, mas essa alegria estava para acabar…
Francisco IV era dono do palácio em que Matt e Alicia estavam a viver e como tal tinha empregados que lhe contaram sobre a minha chegada ao palácio. Na manhã seguinte Matt e Alicia tinham um novo “convidado” … Francisco IV. Ele foi em pessoa até ao palácio me ameaçar.. que se não deixa-se a Itália daqui a 3 dias eu seria a próxima com um punhal no coração. Após repetir estas palavras Matt lhe deu um soco na cara e Francisco IV lhe disse que se me deixa-se ficar no palácio ele iria viver para a rua pois já não o consideraria filho e perdia o direito de habitar o palácio, após dizer estas palavras Francisco IV deixou o palácio.
Abracei minha amiga, chorei nos seus ombros e anunciei que tinha tomado uma decisão. Iria para a Inglaterra e aprenderia a viver lá, seus costumes e modo de viver, iria começar uma nova vida, longe da Itália.

E é aqui que a nossa história começa…

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