segunda-feira, 13 de maio de 2013

Capitulo IV - Após o Inverno, vem a Primavera


Capitulo IV - Após o Inverno, vem a Primavera


Após aquele Inverno rigoroso, finalmente, chegou a primavera à pousada. As primeiras flores começaram a brotar, a neve derreteu e o sol raiou. O jardim ficou coberto de Hortências e Malmequeres.
Um novo hospede tinha chegado. Era raro nestes tempos pois a pousada tinha cada vez menos gente, e quando aparecia alguém, eu e Nany fazíamos de tudo para lhe prestar os melhores serviços.
 Era um idoso, chamado José e com ele uma criança, era uma pequena menina, olhos castanhos mel e cabelos aloirados, avelã. José era judeu, tinha quase a mesma idade que Nany e no seu rosto cicatrizes, suas roupas eram finas, à primeira impressão não entendi porque se tinha hospedado numa pousada de pouca qualidade comparada com as outras, e a pequena criança era sua neta.
Uma semana se passou desde que José e a pequena Caroline se tinham hospedado, fiquei encantada com a pequena menina, era tão pura, inocente e jovem. Me lembrou da minha infância com Alicia e meu irmão. Dos tempos em que as únicas preocupações que tínhamos era ganhar numa pequena corrida, brincar e simplesmente ser feliz, ser bom sem esperar nada em troca.
Era final de tarde de um Domingo. Estava no jardim com Caroline, ela me enchera o cabelo com tranças, margaridas amarelas e brancas que contrastavam com meu cabelo loiro. Estava sentada num pequeno banquinho enquanto avistava Caroline a colher as mais frescas flores que ia encontrando. José vem ter comigo se sentando ao meu lado.
- Está uma bela tarde – Diz José, com o seu sotaque Alemão, observando Caroline.
-Está sim Sr. José… Aqui em Londres temos de aproveitar estes dias. Como que era na Alemanha? – Pergunto determinada, embora um pouco insegura, talvez ele não gosta-se de falar sobre seu país, por que motivo ele teria indo embora?
 - Lá um Inverno também é rigoroso, mas existem dias como este.
- Seria de muita indelicadeza de minha parte perguntar porque o Sr. e sua neta estão em Londres? – Tinha um sério problema em controlar a minha curiosidade.
- Depois que minha filha morreu, a mãe de Caroline, minha esposa ficou tão arrasada que se suicidou. Desde então crio a minha neta como se fosse filha – Diz José sem qualquer expressão no rosto.
Qual era o meu problema? Tinha sempre de fazer perguntas indelicadas a toda a gente? Que tipo de pessoa sou? Fico completamente sem saber o que dizer, mas tinha alguma experiencia no assunto de perder familiares queridos.
- Eu sinto muito, minha mãe também se suicidou ao ter o amor da sua vida morto – Confesso.
Levanto-me e sigo a caminho de meus aposentos, aquela conversa me deixou triste, assim como as que tive com Nany. Me fazia lembrar de meu passado, pois metade de mim é partida, e a outra metade é saudade. Como alguém pode simplesmente aguentar perder tudo o que tem? Tudo o que construiu? Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas, Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento e assim segue a vida…
Antes de chegar aos meus aposentos, Nany me entrega uma carta. Sim, uma carta! E com o símbolo de uma coroa em sua parte frontal. Quem se lembraria de mim? Seria de Alicia ou de meu irmão? Era a única hipótese que me lembrava, já que, era conhecida como um alvo de piada pela Itália. A duquesa que na verdade era filha de um jardineiro… A suposta jovem mais disputada por sua atenção, mais invejada por sua beleza exótica e mais graciosa de toda a Itália agora era o divertimento de várias pessoas.

Londres, 18-05-1635
É com toda a honra que convoco a presença de Duqueza Rebecca Livorini de Mântua e Montferra, Itália, ao requintado baile de Deformantes que se realizará a 20 de Maio no palacete de Oxford, sem acompanhante. Traje formal. Agradeço a atenção e espero ansiosamente por sua presença.
                                                            -Lorde Charles Van der Will

Bom, isto era extremamente estranho. Eu teria perdido meu título de Duquesa desde o momento que deixei meu país. Seria uma brincadeira? Uma piada? Talvez se tenham enganado e provavelmente não estão a par da minha situação… Nunca tinha ouvido falar desse misterioso Charles Van der Will, mas já tinha ouvido sobre sua família, possuidora de várias terras, riquezas e palácios… devia ser mesmo um engano.
Nany observa a carta atentamente, e ao mesmo tempo desconfiada, ela tinha-se tornado muito protetora comigo ultimamente. Sei que ela quer o meu melhor, assim como eu quero o dela.
-Rebecca, a menina tem de ir a este baile! Apenas as mais belas jovens são convocadas todos os anos. É uma ótima oportunidade para a menina voltar a se estabelecer na sociedade a que pertence. – Diz Nany ainda observando atentamente a carta.
-É claro que não vou, esse tipo de sociedade não me pertence mais… além disso não sou mais duquesa, isso deve ser só um mero engano. – Digo apontando para a carta. – Estou feliz aqui na pousa com a Nany.
-Eu também estou muito feliz com a menina aqui – Nany faz um sorriso carinhoso- Mas sei perfeitamente que a menina sente falta dos luxos, pode não admitir, mas eu sei! Mesmo que seja engano, vá! Prove para eles que continua a mesma jovem com o primor que era conhecida.
No fundo sabia que era verdade o que Nany tinha falado, bem, bem no fundo… eu podia sentir um pouco de falta da minha vida antiga.
-Eu vou ser humilhada! – Baixo o rosto e fecho os olhos.
-A menina nunca, jamais, seria humilhada. – Nany com sua mão me levanta o rosto – Ficarão espantados com sua beleza e primor.
Eu sorrio… com o sorriso mais sincero que tinha, era maravilhoso ouvir aquelas palavras. Talvez fosse a altura de correr alguns riscos e sair da minha zona de conforto.
-Bom. Eu acho que ainda tenho alguns vestidos… – Rio e Nany ri-se comigo.

Capitulo III - Seguindo em frente


Capitulo 3 - Seguindo em frente
Como prometi fui para Inglaterra, durante o longo caminho acompanhada de coches e pequenos navios, com no bolso apenas dinheiro que meu irmão me deixara para pagar os primeiros meses da pousada, de uma família conhecida de Alicia. Tinha o necessário para a minha sobrevivência. Levava comigo as roupas mais finas que me tinham comprado quando ainda era conhecida como duquesa e as mais caras joias de países exóticos. Podiam ser úteis, não para usar mas sim para se um dia ficar com demasiadas dificuldades económicas.
Depois de um longo e cansativo caminho cheguei à pousada. Lá conheci Nany Frizter, uma viúva Dona de casa que tinha dois filhos. Nany era uma pessoa maternal, porém com uma forte personalidade.
Fiquei num quarto, era pequeno e simples comparado aos que estava habituada. A cama tinha lençóis de linho, a minha antiga tinha lençóis das sedas mais caras, formada com madeiras antigas e de um alto valor. Através da pequena janela avistava uma agradável vista para um jardim pertencente à pousada. Era início da estação que mais detestava. Inverno.
Nany me instalou confortavelmente, como a pessoa maternal que era, nunca me deixou passar por nenhum tipo de dificuldade. Nesse inverno gelado ela foi como uma mãe para mim, e para ela tenho a certeza que fui como uma filha. Notava-se no olhar que me transmitia, era doce e ao mesmo tempo preocupado.
Ela sabia da minha situação, não porque lhe tinha contado mas sim porque era conhecida de Alicia, que lhe deixou a par de tudo mesmo antes de chegar à pousada. Tratou-me como uma princesa, sem os luxos e o rigor. Mas sim com amor e preocupação, ela me fazia lembrar minha mãe, não pela aparência mas sim pela sua personalidade e forma de ver o mundo. Realmente era a única fonte de afeto maternal que tinha nesta altura, e não abriria mão de nada em troca disso.
Um mês se passou. Minha vida era monótona, acordava cedo e descia para a parte de alimentação da pousada. Nany me fazia um pequeno-almoço reconfortante. À tarde normalmente íamos alimentar os patos do jardim da pousada, tinha vezes que íamos até ao parque Central da cidade, lá a variedade de aves era mais abundante, assim como a de árvores. O lago assim como as copas das árvores estavam cobertos de neve. Aquele Inverno seria o mais rigoroso de todos, o que consequentemente nos trazia mais despesas. Para ajudar a pagar a minha renda mensal da pousada ajudava Nany em algumas tarefas. Preparando o Almoço, ajudando a tirar a neve do caminho para a pousada e inúmeras outras. Sinceramente não me importava. Nesta altura da minha vida não me queria preocupar com luxos, mas sim com sobrevivência própria.
Após dias rigorosos de Inverno a minha proximidade com Nany ficou cada vez mais maternal e afetiva. Ela sabia de toda a minha vida inclusive pensamentos e emoções, mas eu… eu não sabia praticamente nada dela. Sabia do básico. O seu marido morrera de uma doença desconhecida, então criou seus dois filhos sozinha, os sustentando com o dinheiro da pousada. Anos mais tarde um dos filhos morreu de uma morte misteriosa e a casula desaparecera. Fim. Sem nenhuma explicação que me convence-se. Minha curiosidade sobre esse assunto era infinita, porém não queria falar com Nany diretamente sobre isso, sabia que lhe afetava profundamente. Mas como iria controlar a minha curiosidade?
-Nany… a senhora nunca me falou ao certo do que aconteceu com seus filhos… - Pergunto cautelosamente.
-A menina já terminou de comer os biscoitos de mel que lhe fiz? – Diz Nany tentando mudar de assunto ignorando completamente a minha pergunta.
- Sim, eu já… Nany, por favor, a senhora sabe tudo sobre mim, não acha que mereço saber um pouco mais da sua história?
Nany me olha com um olhar inexpressivo e se senta na poltrona. Fico um pouco receosa da sua reação.
-Por favor menina Rebecca – Diz Nany fazendo sinal para me sentar à sua beira. Eu me sento, mais uma vez cautelosamente.
-Sua curiosidade é maior do que sua timidez? – Diz Nany fazendo um esboço de um sorriso.
Faço que sim com a face e esboço um sorriso também.
- Bom, há um ano atrás meu filho mais velho desapareceu.
- Sim Nany, essa parte a senhora já me contou.
-Deixe-me terminar menina Rebecca – Diz Nany semicerrando os olhos. – Mais tarde ele foi encontrado num beco, sem qualquer sangue em seu organismo. Completamente drenado.
A minha face exprime admiração, era notável que Nany também não estava completamente bem quando refere-se ao assunto.
- Não vivemos num mundo sã. Existem pessoas más, egoístas, nunca podemos confiar em estranhos, nem que nos pareçam a melhor pessoa, pode ser apenas uma máscara.
Essas palavras me ficam na cabeça. Quem poderia ser o maníaco que teria feito algo assim com uma pessoa? talvêz tão maníaco quanto o meu suposto pai, penso.
-E seu outro filho Nany? Se não quiser falar… eu compreendo – Faço um olhar reconfortante.
-Eu vou contar, sei que nunca iria satisfazer sua curiosidade sem contar o que aconteceu com meu filho casula… Depois de seu irmão ser encontrado morto, meu filho ficou revoltado, queria vingança de alguém que não sabia quem era. Um dia foi em busca desse alguém, e nunca mais voltou.
Após estas palavras caí uma lagrima do rosto de Nany.
-Oh, Nany! Por favor, não chore! A culpa é minha, devia ter domado a minha curiosidade, me desculpe – minha voz estremece.
-A culpa não é sua menina Rebecca, são fatos, não podemos mudar o passado, o que nos resta é seguir em frente.
O rosto dela volta a erguer-se e suas palavras me comovem, não só pelos seus filhos mas sim porque tomei aquela frase para a minha situação, teria de seguir em frente.

Capitulo II - Apunhalada nas costas



Capitulo II - Apunhalada nas costas
                                                                                                                      
Na Lua de Mel, Sophia engravidou. Passado 9 meses deu à luz a um menino que foi chamado de Matt Livorini. Era a única alegria da Sophia naquele inverno gelado. Francisco IV estava orgulhoso de ter um herdeiro para seu trono. Matt recebeu uma educação rigorosa desde a nascença, mas nunca soube do significado de não ter amor, pois sua mãe o amava acima de tudo.
Os anos passaram e Matt já completava os seus 3 anos de idade enquanto seu pai estava numa viajem à corte portuguesa. Nesse Verão de 1616 para espanto de Sophia enquanto passeava pelo jardim do palácio encontrou Arthur, que se tinha demitido logo após o casamento de Sophia. Os dois conversaram durante um bom bocado e de uma simples conversa acabaram acordando na cama de Sophia. Quando ela se apercebeu do que se tinha realmente passado logo expulsou o moço do seu quarto e voltou à realidade, não se falaram durante semanas, mas sempre que Sophia ia ao jardim, os dois trocavam olhares.
Em Janeiro do ano seguinte seu marido voltou e para seu espanto se deparou com a barriga de gravida de Sophia. Ela estava grávida e era do Arthur, mas disse para Francisco IV que o bebé era do mesmo sangue que ele, fazia sentido pois fazia menos de 8 meses que ele teria partido. Se Francisco IV soubesse que o bebé não lhe pertencia, provavelmente mataria os dois, por isso os anos passaram e ela mantéu esse segredo de todos exceto de sua melhor amiga, Emily, filha do antigo tutor de Francisco IV , Joseph.
Nove meses se passaram e eu nasci. Toda a corte ficou espantada com minha beleza desde a nascença, tinha olhos grandes e azuis assim como os de minha mãe e cachos dourados.
Eu e meu irmão Matt tivemos uma infância feliz, minha melhor amiga era Alicia. Eu, ela e Matt passávamos os dias brincando no jardim do palácio, ou sendo educados por um tutor. Alicia vinha de uma família nobre, amiga de meu pai Francisco IV.
Passaram-se 17 anos, e eu tinha aprendido a ser uma verdadeira Dama, era desejada por todos os homens da corte por minha inconfundível beleza. Meu querido irmão Matt que completou 20 anos se casou com Alicia, minha melhor amiga. Foram viver num palácio numa pequena província da Itália.
 Meu verdadeiro pai, Arthur o jardineiro, não fazia ideia de que era sua filha, ele continuava a trabalhar no palácio e não via Sophia desde que eu tinha nascido, sendo que esta queria manter distância dele.
Já estava na época em que eu teria de casar, mas minha mãe Sophia não queria isso para mim, não queria que acabasse como si mesma, casada com um homem que não ama, por isso vai aconselhar-se com sua melhor amiga, Emily, que lhe diz que eu me deveria casar com seu primo Michael. Em pouco tempo se envolvem numa discussão e ficam uma semana sem se falar. Emily com raiva da sua amiga conta para Francisco IV que não é o meu verdadeiro pai.
Francisco IV, raivoso do que se tinha passado vai em busca de Arthur e assassina-o com um punhal no seu coração, deixando o corpo dele na cama de Sophia. Ela, ao descobrir do que se tinha passado corre para o quarto e vê… seu amado Arthur em uma enorme mancha de sangue sobre sua cama, Sophia fica horrorizada e de tamanha tristeza tira o punhal que estava no coração do seu amado e enfia-o no seu próprio coração sem pensar em mais nada.
Francisco IV não esperava que minha mãe reagisse dessa forma, e inconformado, me culpa por tudo e expulsa-me da Itália mandando-me para a Inglaterra.
Tinha herdado de minha mãe os olhos azuis e cabelo tão loiro quão dourado. Era vista como uma das mulheres mais bonitas e desejadas da corte, não só por minha beleza exótica, mas sim pela riqueza que futuramente me seria herdada. Mas nesse ano, de 1634 tudo mudou após descobrir que Francisco IV não era meu pai biológico mas sim o jardineiro do palácio que tinha sido assassinado. E logo depois minha mãe se suicidou por não conseguir lidar com a perda de Arthur.
Não queria acreditar no que se estava a passar até Francisco IV me banir para sempre da Itália, a partir daí, os jovens pretendentes nunca mais tiveram algum interesse em mim, era alvo de chacota por toda a Itália.
Eu não queria ir para a Inglaterra e fiz de tudo para não ir , por isso decidi visitar meu irmão Matt e minha melhor amiga Alicia a uma pequena província chamada Mantuâ, em que eles viviam.
Fui alegremente recebida por meu irmão e melhor amiga que ainda não estavam a par do que tinha acontecido. Depois de contar sobre a trágica história, Matt ficou em choque sobre a morte de nossa mãe, e disse que me acolheria e que não seria necessário ir para a Inglaterra. Abracei meu irmão querido que logo me arrumou um quarto, mas essa alegria estava para acabar…
Francisco IV era dono do palácio em que Matt e Alicia estavam a viver e como tal tinha empregados que lhe contaram sobre a minha chegada ao palácio. Na manhã seguinte Matt e Alicia tinham um novo “convidado” … Francisco IV. Ele foi em pessoa até ao palácio me ameaçar.. que se não deixa-se a Itália daqui a 3 dias eu seria a próxima com um punhal no coração. Após repetir estas palavras Matt lhe deu um soco na cara e Francisco IV lhe disse que se me deixa-se ficar no palácio ele iria viver para a rua pois já não o consideraria filho e perdia o direito de habitar o palácio, após dizer estas palavras Francisco IV deixou o palácio.
Abracei minha amiga, chorei nos seus ombros e anunciei que tinha tomado uma decisão. Iria para a Inglaterra e aprenderia a viver lá, seus costumes e modo de viver, iria começar uma nova vida, longe da Itália.

E é aqui que a nossa história começa…

Capitulo I - Apenas o Inicio




Capitulo 1 - Apenas o Inicio 
Sophia era uma pessoa doce, importava-se mais com o bem estar das outras pessoas acima do dela. Tinha uma pele de olívia, olhos azuis como o céu e lábios vermelhos como uma rosa. Seus cabelos eram dourados e cacheados, os tinha herdado de sua mãe que falecera quando Sophia completou seus 10 anos. Sophia desde então mora com seu pai num palacete perto do mar. Era terrivelmente apaixonada pelo jardineiro do palacete que tinha 18 anos. Todos os dias lhe trazia rosas ao seu quarto, Sophia e Arthur estavam tão apaixonados que queriam fugir para bem longe, mas esse sonho era impossível de se realizar, pois seu pai Conde de Montiverdi prometera a ela que quando completasse os seus 18 anos se casaria.
Francisco IV foi criado por seu tutor Joseph, que o encinou a ser rígido, ter orgulho de seus feitos e nunca desistir. Com a ausência dos pais na sua infância, e a rigidez de seu tutor, Francisco IV cresceu como um menino revoltado, vingativo e sem amor ao próximo. Quando seu pai Vincenzo Livorini I faleceu de uma morte desconhecida. Francisco IV, seu filho, foi obrigado a casar para herdar a fortuna que seu pai lhe deixava.
Todas as Damas da corte solteiras competiam pelo mínimo de atenção do futuro herdeiro. Seu tutor queria que ele casasse com sua prima, Beatrice DeConde, uma Dama sem beleza alguma, fria e controladora. Francisco IV não tinha decidido quem escolher por isso organizou um baile em que convidou todas as Damas e Duquezas solteiras mais prestigiadas da Corte.
O Conde de Montiverdi, pai de Sophia logo foi anunciado da decisão de Francisco IV e interessado no dinheiro, logo pensou que seria um possível bom marido para sua filha.
Sophia não queria se comprometer com Francisco IV, mas seu pai a obrigou a ir ao Baile.
Na chegada ao baile, Sophia estava vestida com um vestido cor de pérola, feito por um dos mais famosos costureiros da França, estava usando um colar de Perolas do mar Negro e um anel de âmbar. O futuro herdeiro estava sentado numa majestosa poltrona durante um baile enquanto via todas as damas da corte festejarem e dançarem. Enquanto observava tudo viu a chegada de Sophia ao baile, o herdeiro ficou encantado com tanta beleza e logo lhe chamou para dançar.
Sophia estava nervosa, não queria se casar com o herdeiro, mas lembrou-se das ordens de seu pai e assim continuou. Ao dançar com o príncipe este lhe disse que nunca tinha visto beleza como à dela.
Durante a ceia, Francisco IV finalmente tinha escolhido a Dama ou Duquesa que queria se casar, e finalmente anunciou que sua futura esposa e Herdeira seria Sophia Montiverdi.
Sophia ficou sem reação, queria chorar e ir embora daquele baile, saltar para os braços de Arthur e nunca mais voltar, mas limitou-se a sorrir e a fazer uma vénia ao seu futuro marido.
Os meses passaram e não foi por estar noiva que deixou de ver Arthur. O casamento aconteceu em Janeiro e 1613 na igreja real. A corte de vários países Europeus foi convidada.
Sophia estava linda, usava um vestido usado pela mãe de Francisco IV, era longo branco e rendado nos braços. Francisco IV estava imponente com a roupa de general do seu avô, e foi naquele altar que eles deram o seu primeiro beijo, foi frio e planejado.

O começo

Hey pessoas. Nesse blog vou publicar um livro que estou escrevendo por capítulos  O nome é Creatures of the nigth, Criaturas da Noite, trata-se de uma Fan-fic para a série The Vampire Diaries, apenas mais elaborada, não recomendo para menores de 14 anos. O capitulo I e II tratam-se da iniciação da historia, a partir daí avançam as personagens principais. Futuramente será feita uma pagina explicando mais pormenorizadamente as personagens, serão mostradas atrizes que mais se aproximam com a realidade delas.

Aproveitem, e espero que gostem!

-Bisous, Júlia.